O juiz Nuno Bravo Negrão internou uma menina de 8 anos - Maria - num orfanato por ela se recusar a ver o pai: aqui está um grande tema para um romance.
António Lobo Antunes escreveu sobre a Guerra Colonial e alguns militares vieram dizer que lhe «partiam o focinho» numa atitude reprovável de quem sempre andou convencido de que a trolitada é que resolve as diferenças de opinião.
António Lobo Antunes falava de mortes e pontos e alguns miltares acharam que não era verdade e mesmo sendo verdade eram excessos e excessos não devem ser relatados nem sequer ficionados na opinião deles.
António Lobo Antunes merece ser apoiado e as ameaças desses militares devem ser reprovadas como atentados à Democracia, à Liberdade e à Criação Artistica.
Todos sabemos da barbaridade das guerras coloniais de Portugal em África. A única saída possível e legítima para essas guerras que bailam nas memórias é falar abertamente dos acontecimentos.
Já não estamos no tempo de Salazar, vivemos em Democracia e... felizmente estamos na União Europeia.
Escreva António Lobo Antunes que nós cá estamos para ler e boa sorte no seu caminho justificado para o Prémio Nobel da Literatura. E já agora fiquemos à espera do novo livro de José Rodrigo dos Santos sobre... a Guerra Colonial portuguesa.
Saramago deixou de estar e... deixou-nos agora aflitos. Ele foi sempre genial;
O que pensa Saramago? onde está Saramago? O Presidente da República não esteve lá, o i-online dá conta disso, Cavaco Silva nunca percebeu a grandeza de Saramago.
Procurei Saramago duas vezes e senti que ele era um deus maior...
E agora! esta sua ideia do jardim... Que bom poder ficar com ele ali à mão de uma conversa.
O mesmo já fez Ferreira de Castro, ficou por de debaixo de um banco quando se sobe a serra de Sintra em direcção ao castelo.
Até um dia destes nesse seu jardim de Lisboa, um enorme abraço! bom e grande Saramago.
Agora estou a acabar 'O OUTRO LADO DA REVOLTA' é uma história de amor.
Em Blantyer, no Malawi no coração de África, Dolores e António irão encontrar, o mesmo desespero e o mesmo medo que já varreu Barcelona na Guerra Civil das Espanhas.
O medo e o desespero são iguais em qualquer tempo, em qualquer lugar.
PODE UM CASO VERÍDICO DAR UM BOM ROMANCE?
O juiz sentenciou um síndrome de alienação parental à criança, doença que não é reconhecida como tal pela Organização Mundial de Saúde. Ora este pormenor iria adensar o romance: a decisão dos juiz seria ilegal?
A sentença do juiz foi apoiada num parecer do psicólogo Eduardo Sá, que nunca viu a criança sobre a qual deu o parecer. Ele e Raquel Vieira da Silva basearam-se apenas em documentos que pediu ao pai da menina - que está de acordo com o internamento da sua filha - o que tornava o romance mais intrigante.
Todos este conjunto de factos dariam boa estrutura ao plot principal do romance - um romance baseado em factos verídicos, como todos os romances, Muito curioso seria verificar se este romance se tornaria autónomo constituindo uma nova realidade.
VEJA A REPORTAGEM FILHA ROUBADA QUE SERVIRIA DE BASE AO ROMANCE CLICANDO EM RTP-1
No meu primeiro romance OS SEGREDOS DO PATRIARCA, Esperanza - uma mulher com a cabeça cheia de ideias sobre pilas - é envolvida numa conspiração de homens poderosos que tentam reacender a guerra adormecida do Biafra, no coração de África, para financiar serviços secretos. Na década de 60, os portugueses apoiaram os independentistas da província do Biafra contra a Nigéria.
Nesses mesmos anos os portugueses combatiam os movimentos africanos de libertação nas suas colónias, em Angola, Moçambique, Guiné eCabo Verde. A política externa do ditador Salazar era, como se vê, muito insólita e contraditória.
Rui Pereira,jurista e ex-director do SIS:(foto DN/Eduardo Negrão) sobre OS SEGREDOS DO PATRIARCA
«“Inteligência” e investigação criminal são coisas sérias. Mas as
coisas sérias também podem divertir. O olhar irónico de José Ramos e
Ramos no seu livro OS SEGREDOS DO PATRIARCA passa, com
uma voragem omnívora, da capitosa Esperanza para o Comissário Maigret e
da secessão do Biafra para a influência da Maçonaria, prendendo o
leitor da primeira à última linha.» LINK OS MEUS LIVROS
SOBRE AS NARRATIVAS FILMICAS OU ROMANESCAS
A narrativa "FILHA ROUBADA", a reportagem da RTP sobre a menina de 8 anos, foi construída em espiral. A densidade dramática foi aumentando. Os factos que se acrescentavam eram cada vez mais graves. A reportagem era sumariada nos
primeiros minutos - um juiz de 30 anos de idade mandou internar uma
criança de 8 anos num orfanato por se recusar a ver o pai.
E os personagens da história eram de imediato apresentados, mas com um problema: o pai recusou que as imagens e os sons da sua própria recusa em falar fossem divulgados.
Verifiquei que a Mãe de Maria tem o sitewww.queridafilha.com(basta clicar neste link).
VEJA A REPORTAGEM FILHA ROUBADA -RTP-1-CONSULTE O LINKJUÍZES
Depois apareciam personagens colaterais que conflituavam com a a acta lavrada pelo próprio tribunal. A densidade aumentava e surgia um verdadeiro nó górdio: a menina verbalizara a uma psicóloga de Associação de Chão de Meninos abusos sexuais alegadamente cometidos pelo pai e que necessitavam de averiguação.
Yvette Centeno, que não me canso de citar, disse-me que talvez a
melhor apresentação de personagens teria sido o filme The Big Chill (Os
Amigos de Alex), de Lawrence Kasdan baseado em amigos que conheceu na
Universidade de Michigan.
Mas é evidente que o drama de Maria - internada num lar da Convenção das Assembleias de Deus, um lar que transmite valores religiosos às crianças - teria de ter outra forma narrativa. LEIA, p.f., o LINK "FILHA ROUBADA".
VEJA A REPORTAGEM FILHA ROUBADA
CLICANDO EM -RTP-1-
José Rodrigues dos Santos, jornalista e escritor:
"Os jornalistas estão habituados a escrever para serem entendidos [ José Ramos e Ramos segue a regra em OS SEGREDOS DO PATRIARCA ] e é essa a maior vantagem dos jornalistas, num universo literário onde muitos leitores não conseguem perceber o que escrevem os seus escritores."
Nota importante: Este site exprime as opiniões pessoais do seu autor.
Este direito está consagrado na Constituição da República Portuguesa e na Lei da República Portuguesa nº 64/2007, de 6 de Novembro (leia LINK JORNAIS & CIA/LEI Nº64/2007), nomeadamente no seu Artigo 12, nº1 (Capítulo "Independência dos jornalistas e cláusula de consciência): «Os jornalistas não podem ser constrangidos a exprimir ou a subscrever opiniões nem a abster-se de o fazer, ou a desempenhar tarefas profissionais contrárias à sua consciência, nem podem ser alvo de medida disciplinar em virtude de tais factos».
No meu primeiro romance OS SEGREDOS DO PATRIARCA, Esperanza - uma mulher com a cabeça cheia de ideias sobre pilas - é envolvida numa conspiração de homens poderosos que tentam reacender a guerra adormecida do Biafra, no coração de África, para financiar serviços secretos. Na década de 60, os portugueses apoiaram os independentistas da província do Biafra contra a Nigéria. Nesses mesmos anos os portugueses combatiam os movimentos africanos de libertação nas suas colónias. A política externa do ditador Salazar era insólita e contraditória.
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