A Walther PPK-.22 aparece várias vezes em OS SEGREDOS DO PATRIARCA, o meu primeiro livro editado pela Bertrand. A personagem -guia da história, Esperanza, traz uma dessas pistolas na mala de mão para se defender de homens poderosos.
As armas são complexas nos seus significados e necessitam de grande treino e muitos cuidados. Leia link WALTHER PPK.22. Para perceber as armas e o fascínio que elas exercem tornei-me atirador de precisão há alguns anos. Tive até uma rubrica num jornal diário intitulada DOSSIER-CRIME, onde também escrevia Fernando Almeida, instrutor de tiro da P.J., um homem afável, muito habilitado sobre o manuseamento e alma das armas.
UM CASO CONTROVERSO DARÁ UM BOM ROMANCE?
O juiz-estagiário Nuno Bravo Negrão sentenciou o internamento de uma menina de 7 anos - Maria - num orfanato evangélico apenas por ela se recusar a ver o pai: aqui está um grande tema para um romance. A juiz-estagiária Marta Rei confirmou sentença e depois entregou a menina ao pai.
O juiz António Martins (na foto) presidente do Sindicato dos Juízes empenhou-se no ataque à reportagem sobre a menina - reportagem que bem poderia ser ficcionada para dar um romance.
VEJA A REPORTAGEM «Filha Roubada» que serviria de base ao romance clicando em RTP-
'O OUTRO LADO DA REVOLTA': uma história de amores complicados
Continuo a escrever 'O OUTRO LADO DA REVOLTA' onde Dolores e Jordi vão encontrar em Blantyer, no Malawi em pleno coração da África negra, o mesmo desespero e o mesmo medo que já varreu Barcelona na Guerra Civil das Espanhas.
Nessa altura franquistas, anarquistas, socialistas e comunistas mataram-se sem dó nem piedade... Os dois trabalham para uma agência internacional e vão avaliar a situação política em Moçambique, onde vivem meninos-soldado esfarrapados de AK-47 ao ombro, que não desfilam em avenidas europeias.
No aeroporto de Blantier Dolores e Jordi cruzam-se com um jovem aviador. Este homem tornar-se-á importante no decurso da história.
INSISTIMOS: PODE UM CASO VERÍDICO DAR UM BOM ROMANCE?
O juiz-estagiário Nuno Bravo Negrão sentenciou com base num síndrome de alienação parental à criança, doença não reconhecida como tal pela Organização Mundial de Saúde. Este pormenor iria adensar o tal romance: seria a decisão do juiz ilegal?
A sentença foi suportada por um parecer do psicólogo Eduardo Sá que alegadamente nunca terá visto a criança sobre a qual deu o parecer. Ele e Raquel Vieira da Silva basearam-se apenas em documentos que pediram ao pai da menina - que esteve de acordo com o internamento da sua filha - o que tornar o romance mais forte.
Este conjunto de factos daria boa estrutura ao ‘plot principal’ do romance - um romance baseado em factos verídicos, como todos os romances, e muito curioso seria verificar se este romance se tornaria autónomo constituindo uma nova realidade.
.VEJA A REPORTAGEM «Filha Roubada»que serviria de base ao romance clicando em RTP-1
No meu primeiro romance OS SEGREDOS DO PATRIARCA, Esperanza - uma mulher com a cabeça cheia de ideias sobre pilas - é envolvida numa conspiração de homens poderosos que tentam reacender a guerra adormecida do Biafra, no coração de África, para financiar serviços secretos. Na década de 60, os portugueses apoiaram os independentistas da província do Biafra contra a Nigéria.
Nesses anos os portugueses combatiam os movimentos africanos de libertação nas suas colónias em Angola, Moçambique, Guiné eCabo Verde. A política externa do ditador Salazar era como se vê muito insólita e contraditória.
Rui Pereira,jurista e ex-director do SIS:(foto DN/Eduardo Negrão) sobre OS SEGREDOS DO PATRIARCA
Rui Pereira, jurista e ex-director do SIS sobre OS SEGREDOS DO PATRIARCA
«“Inteligência” e investigação criminal são coisas sérias. Mas as coisas sérias também podem divertir.
O olhar irónico de José Ramos e Ramos no seu livro OS SEGREDOS DO PATRIARCA passa, com uma voragem omnívora, da capitosa Esperanza para o Comissário Maigret e da secessão do Biafra para a influência da Maçonaria, prendendo o leitor da primeira à última linha.» LINK OS MEUS LIVROS
José Rodrigues dos Santos, jornalista e escritor:
"Os jornalistas estão habituados a escrever para serem entendidos [ José Ramos e Ramos segue a regra em OS SEGREDOS DO PATRIARCA ] e é essa a maior vantagem dos jornalistas, num universo literário onde muitos leitores não conseguem perceber o que escrevem os seus escritores."
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