OS SEGREDOS DO PATRIARCA é o meu 1º livro (Editado pela Bertrand). O 2º será 'O OUTRO LADO DA REVOLTA' - um romance entre Barce-lona e a África Negra. Neste meu 2º livro, um casal envolve-se num estranho negó-cio, onde se cruza o direito à independência dos povos livres.
'O OUTRO LADO DA REVOLTA' passa-se em Barcelona e no Malawi.
Esta colina é mencionada muitas vezes em 'O OUTRO LADO DA REVOLTA'. É bem visível do Hotel Mont Souce em Blantyer - antiga capital do Malawi e porta de entrada em Moçambique, pelo lado noroeste.
Por aqui chega-se à barragem de Cabora Bassa.
Página 3:... «- Querido? - Sim, Dolores... - Tens receio? - Receio de quê? - De nada... – sossegou ela, rodando as ancas para mostrar melhor a nudez. Chegou-se mais à janela e afastou o cortinado espesso, a imitar veludo caro e ficou
a olhar no vazio.... Nesse preciso momento ouviu-se um tiro. Um tiro que soou seco e forte; e a que se seguiu um silêncio tremendo e profundo; mas breve, porque foi de imediato interrompi-do por mil ruídos e pelo esvoaçar desorganizado de milhares de passáros de todos os tamanhos e cores.
Um deles, um congoala grande e negro como o carvão rasou a janela grasnando furiosamente. Dolores e António estremeceram, mas difarçaram. - Mataram alguém? – perguntou ela, pouco depois e a medo. - O quê? - Achas que
mataram alguém? – insistiu Dolores. - Ora, andam à caça - desculpou-se ele. - À caça de quem? - Ó Dolores... - Sim… - Foi um caçador que matou um animal, não percebes? - E como é que tu sabes? Mas ele não respondeu. António e Dolores tinham-se
hospedado dias antes no velho Hotel Mount Sauce, no centro de Blantyre, em pleno coração da África negra. Planeavam voar no início da semana para o vale do Zambeze, a caminho da costa índica de África. De início pensaram em ficar apenas três dias na cidade, mas uma série de crimes violentos tornou
desaconselhável a saída do Hotel Mont Shouce.
Neste fim de tarde de Agosto de 1992, no bar do hotel ouviam-se as habituais conversas mastigadas por certas gentes do Malawi que lançavam as mais variadas suspeitas sobre os moçambicanos fugidos à guerra.
Mas os estrangei-ros, sobretudo os diplomatas, tinham mais largueza para dar um carácter político aos acontecimentos violentos dos últimos meses. O Hotel Mont Shouce tornara-se num lugar acolhedor para conversas e conspirações atamancadas.
Era uma espécie de ilha da liberdade na terra de Sua Excelência, o Senhor Presidente Vitalício Doutor Kamuzuzu Hastings Banda - tal como o senhor ditador gostava de ver o seu nome escrito nos dois jornais diários do Malawi, o país mais pobre do mundo.»...
No meu primeiro romance OS SEGREDOS DO PATRIARCA Esperanza vê-se inesperadamente envolvida numa conspiração de homens poderosos que tentam reacender a guerra adormecida do Biafra, no coração de África, para financiar serviços secretos.
Na década de 60, os portugueses apoiaram os independentistas da província do Biafra contra a Nigéria.
Nesses mesmos anos os portugueses combatiam os movimentos africanos de libertação nas suas colónias, em Angola, Moçambique, Guiné eCabo Verde.
A política externa do ditador Salazar era, como se vê, muito insólita e contraditória.
Em OS SEGREDOS DO PATRIARCA descortinam-se os meandros dos serviços secretos e de certos grupos económicos que tentam reacender uma guerra esquecida.
José Rodrigues dos Santos, jornalista e escritor:
"Os jornalistas estão habituados a escrever para serem entendidos [ José Ramos e Ramos segue a regra em OS SEGREDOS DO PATRIARCA ] e é essa a maior vantagem dos jornalistas, num universo literário onde muitos leitores não conseguem perceber o que escrevem os seus escritores."
O livro OS SEGREDOS DO PATRIARCA é uma fic-ção. Alguns dos famili-ares de Es-peranza - a personagem principal - estiveram implicados na Maço-naria e na Carbonária.
Tornei-me jornalista em A Luta, com o director Raul Rego, no olhar atento de Vitor Di-reito e o carinho de Rui Cama-cho, chefe de Redacção. Foram tempos felizes.
EmOS SEGREDOS DO PATRIARCA o sexo faz parte da trama "habil-mente urdi-da", diz Antó-nio Arnault. O papiro Der el Medina (Museu Egípcio-Turim) evidencia a im-portância das práticas sexuais, como prazer e rituais de fecundidade
Em OS SEGREDOS DO PATRIARCA alguns dos personagens pertencem aos serviços secretos. Margarida Blasco foi a primeira mulher portuguesa a chefiar o SIS (de 30 de Janeiro de 2004 e 13 Outubro de 2005). Bolseira do Conselho da Europa, graduou-se em Crimino-logia e juíza Desembargadora.
Ladeiro Monteiro fundou o SIS na década de 90 e recentemente deu a sua primeira entrevista. Em tempos, Ladeiro Monteiro já tinha contado que 80% das informações das secretas podiam ser retiradas da leitura atenta dos jornais e revistas.